ID 360 - 28 e 29 de setembro!

Inovação e investimento no Brasil, por Guilherme Reis, CEO da Sapiens Solutions

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O mercado de trabalho, assim como as empresas, reage de acordo com o movimento e a atitude de seus líderes. Portanto, toda decisão deve ser premeditada e analisada. A questão é saber inovar e investir no momento certo e sem colocar em risco a saúde da empresa. Mas como está o comportamento do mercado brasileiro quando se fala em investimento? Quais são as saídas mais indicadas?

Em 2012, o setor de TI representou 4% do PIB e espera-se que em 2013 chegue próximo dos 6,5% do Produto Interno Bruto. No segmento de TI, quase 80% das empresas são prestadoras de serviços. Porém destas, somente 9,2% investem continuamente no crescimento da empresa. O restante tem o hábito de investir somente por alguns períodos e não continuamente para obter retornos em longo prazo.

No ano passado, entre mil empresas de tecnologia no mundo que mais investiram em Pesquisa e Desenvolvimento, somente sete são brasileiras. Isso mostra como a cultura empresarial brasileira precisa mudar. Nenhuma das empresas brasileiras pertence ao grupo de prestadores de serviços. São todas do setor da indústria e isso reforça um mito de que empresas do setor da prestação de serviço não precisam investir no crescimento da empresa.

No setor de serviços, não existe somente a área de Pesquisa e Desenvolvimento para ser investida. É importante lembrar que investimento em mão-de-obra, como treinamento, qualificação e profissionalização são tão importantes como investimentos em infraestrutura e pesquisas.

O número de empresas que investem em treinamento no Brasil cresce a cada dia. Isso porque há um aumento na concorrência, principalmente com empresas estrangeiras que estão cada vez mais tomando espaço no mercado interno, oferecendo produtos diferenciados e com preço em conta. Isso torna os consumidores cada vez mais exigentes na hora de definir o que comprar. Também por essa competitividade, é importante investir em treinamentos – sejam eles mais voltados para o aprimoramento técnico ou tecnológico (como é mais comum nos setores químico, petroquímico, mineração, metalurgia e siderurgia), ou concebidos para modificar o comportamento das pessoas (como ocorre nos setores de prestação de serviços).

A capacitação das pessoas é necessária e reflete diretamente no diferencial competitivo. Acredita-se que funcionários mais bem qualificados conseguem produzir soluções mais criativas e isso é verdade. Essa iniciativa é indicada mesmo para empresas que estão passando por dificuldades financeiras.

O que mais deixa os empresários em dúvida é quando é o momento certo para investir. O mundo corporativo é muito diversificado. Mas existe uma regra de ouro que vale para qualquer empresa, de qualquer segmento e até mesmo para profissionais autônomos: invista quando sua empresa estiver no topo. O mais comum de se ver no mundo corporativo são empresas estagnadas quando estão passando por um crescimento contínuo. Os diretores e administradores procuram solidificar a fórmula usada para chegar ao sucesso momentâneo e tentar mantê-lo. No Brasil, muitos ainda pensam que em time que está ganhando não se mexe. É justamente aí que mora o perigo.

Quando uma empresa está em alta no mercado, é este o momento certo para fazer investimentos e tentar inovar. Afinal, é o momento mais tranquilo. O custo deste investimento não impactará tanto na saúde da empresa. Tentar inovar quando se está ganhando, é a melhor estratégia para se obter mais sucesso.

Mas o que vemos acontecer muito no mercado brasileiro, principalmente entre as pequenas e médias empresas, é que o pensamento de investir e inovar só acontece quando a curva de crescimento da empresa começa a cair. Neste momento muitos administradores começam a querer investir na empresa para poder fazê-la voltar a crescer e este pensamento pode levar uma empresa ao fechamento.

Escolher o melhor momento é muito importante, pois pode definir quando a empresa vai crescer mais ou não.  Se a empresa vai bem, então é hora de ultrapassar essa barreira para melhor, ir além do foco no cliente.

Conheça um pouco mais sobre a Sapiens Solutions e sobre Guilherme Reis.

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