Resumão do iMasters InterMinas 2008
Olá! Conforme prometido, segue um resumo do iMasters InterMinas 2008, que aconteceu no Minascentro, em BH, neste sábado, 17/05. Oportunidade de aprimorar conceitos, rever amigos e fazer um bom network. Como não poderia deixar de ser, o post tem vários hiperlinks. Peço desculpa pela qualidade das fotos, já que esqueci a máquina digital e tive que fotografar do celular de 1.3 Mpxls... ;-(

Em designs mal feitos, o usuário se pergunta: O que estou fazendo de errado? Acho que eles não têm o que estou procurando. Por que não consigo fazer isso? E a percepção da empresa é: Por que nossas metas não estão sendo atingidas? O que estamos fazendo de errado? E alertou: "Cuidado! A culpa nem sempre é do usuário!", lembrando que mesmo se o problema não for de interface, a interface sempre vai entregar o problema para ele. Em projetos interativos, é comum que o produto final seja diferente do planejado e do que o usuário quis inicialmente. "Mais importante que fazer o que o usuário quer é saber ouví-lo".
Caio disse que um produto bem desenvolvido é fácil de usar, agradável e de fácil aprendizagem, e deu o exemplo do celular. "Você só teve que aprender uma única vez que tem que apertar três vezes a tecla 6 para aparecer na tela a letra ó". E afirmou que usuários só toleram uma interface mediana se não tiverem outra opção. "Usuários avaliam a empresa como um todo a partir daquilo da empresa que entra em contato com eles. E definiu usabilidade: utilização eficiente, fácil aprendizado, fácil de recordar, poucos erros e agradável. "Nós podemos educar o usuário, mas ele não quer aprender tudo novamente para executar tarefas que ele já conhece e domina. Não se consegue reeducá-lo facilmente", afirmou Caio.


De acordo com Abel Reis, antes era o mercado de massa, agora são os mercados de um; antes eram grandes audiências de platérias, hoje temos pequenas audiências de conversações; antes o consumidor era paciente, agora ele é exigente; saímos de um estado de atenção para um estado de participação.´
Falando de mercado, Abel comentou que há dois anos e meio a Agência Click implantou uma Universidade Corporativa (achei um eufemismo para dizer que a agência tem um grupo de estudos ou algum software de EAD, enfim). Disse que a agência tem um escritório em BH há cinco anos e comentou sobre o mercado web mineiro: "A maneira de fazer negócio aqui é mais gostosa por causa do relacionamento próximo entre as pessoas. O mercado aqui é baseado em confiança. Minas é um celeiro de talentos com ótimas universidades nas áreas de software, design e comunicação. Nós podemos levá-los não só para o mercado nacional, mas para o mundo. Podemos ser referência mundial em comunicação digital, como somos em publicidade e produção para TV", sentenciou.

Pausa para pergunta "ferrinho de dentista" da platéia: Se aqui tem grandes talentos, por quê São Paulo paga mais? De acordo com Apocalypse, é porque tudo está lá. Os grandes clientes, as grandes empresas. "Porém, o custo de vida em São Paulo também é gigantesto", ressaltou. Valadares lembrou que sempre foi assim. Nas primeiras décadas do século XX, grandes escritores, jornalistas e músicos mineiros foram tentar a vida em São Paulo e no Rio de Janeiro. Currículo conta? Sim, mas Bill Gates e Stevie Jobs não chegaram a concluir a faculdade, lembrou Valadares. Gazel lançou uma máxima: "Quando o mercado estiver ruim, seja mau! Se você tem certeza de que tem algo de bom para oferecer ao seu cliente, algo que ele precisa, saiba convencê-lo, dê seu preço e assuma os riscos". Valadares completou dizendo que os baixos preços do mercado mineiro tem suas vantagens para os clientes. É por isso que diversas empresas de São Paulo e do Rio já estão de olho nas agências mineiras. "É uma vangatem competitiva", garante.

Depois foi a vez da "Despalestra" - Visão crítica da nova internet e como ela influencia no Brasil, com Carlos Merigo, Fabio Seixas e a participação especial de Luli Radfahrer, que falaria em seguida. Os participantes entraram com guitarras de brinquedo nas mãos ao som de "Estudar pra quê?", do Pato Fu, e imagens do jogo de Wii "Guitar Hero" projetadas no telão. A "despalestra" foi toda gravada em áudio e fará parte do Braincast#9 episódio 13, que você confere em breve no Brainstorm#9. No geral, foram discutidos marketing de guerrilha, virais, ARGs (jogos de realidade) e twitter (o público "twittou" o tempo todo e um telão exibia as mensagens).
Pausa para distribuição de prêmios de patrocinadores e pagação de mico na "Dança do Quadrado" em cima do palco. Vou poupá-lo dessa parte. A palestra do Luli, essa sim, genial. O cara é Professor-Doutor formado pela ECA/USP e PhD em Comunicação Digital. Só achei que a fala dele não respondeu ao tema da palestra: "Internet: o que veio pra ficar e não muda mais?". Ficou parecendo que nada veio para ficar quando ele contou que certa vez fez uma pesquisa. Enviou 18 perguntas a 18 pensadores sobre quais eram as tendências na internet e teve 18 respostas diferentes. Além disso, ele pensou em outras quatro tendências. E lançou a pergunta: "Como seguir 22 tendências?". Luli apresentou trecho do filme "Rede de Intrigas", de 1976, em que um apresentador de TV incita a população a gritar das janelas de suas casas "Estamos cansados, não precisamos da TV", lembrando que a internet não inventou as redes sociais que temos hoje. É um pouco o que eu já disse nas palestras que dei na Newton Paiva, UNA e Fabrai em 2006 e 2007: a internet não inventou nada, mas potencializou tudo.

Conclusão: Adorei o evento. Aprendi. Reciclei. Revi amigos. Fiz novos contatos. Agora é aguardar pelos próximos eventos em BH. Em breve, postarei mais fotos que tirei no meu celular. Vídeos sobre o evento no Videolog.
Coluna Social (clique nas fotos para ampliar)


Os colegas Ronaldo Gazel (webdesigner e artista plástico) e Cáio Cesar (professor do IEC-Pucminas) conversam animadamente antes das palestras.

Evento geek é assim. Ninguém olha pro palestrante, só pros notes e palms.

Os colegas Jorge Rocha (professor de pós em Novas Mídias no IEC-Pucminas) e Raquel Camargo (Studio Sol/Cifra Club).

Lucas, Sonic, Aninha e namorado (turma da Seven).

Luis Lagares (webdesigner da PlanB)

Márcio (diretor da Bhtec e do GuiaBH)

Amigos da PlanB. Da esquerda para a direita, Daniel Negreiros (diretor de criação), Daniel Mariz (webdesigner), Ana Flávia e Breno (atendimentos).

Vista da lateral esquerda da platéia.

Vista da lateral direita da platéia.

Cada um no seu quadrado...

Claudinho e Bochecha no seu quadrado...

Saci no seu quadrado...

Raquel Strambi (ex-atendimento Bhtec) e Ernani Hoffman (Usiminas)

Raquel Camargo (Studio Sol/Cifra Club) e Luis Fernando (Stefanini)

Tarik (webdesigner ex-PlanB e atual 5Clicks)

Tiago Baeta (diretor do iMasters)

Platéia e internautas que não compareceram "twittando" o tempo todo.

Menino Venâncio (webdesigner da Bhtec)
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5 comentários :
Marcelo, conheci seu blog recentemente e já adicionei ao blogroll e copiei o RSS. Gostei muito do relato sobre o InterMinas. Não pude ir ao evento, mas o texto ajudou bastante a pegar o espírito da coisa. Fiz um post recomendando a leitura: http://problemasinterativos.blogspot.com/
Abraço!
Sander!!! Cheio de frutas nas fotos hein? mas os melões não estavam lah, aonde foram parar??
t+++
Opa Marcelo,
Os seus comentários foram interessantes, parece que a palestra que o descontentamento com a palestra da Fiat foi unânime.
Fiz meus comentários em:
http://marcelolinhares.com/v3/blog/observacoes-networking-e-experiencias-no-interminas2008
Ei moço!
Bom ler o seu relato, bem detalhado, gostei.
Prefiro me conter e falar apenas que o Luli é sim um gênio e a palestra dele valeu o evento! rs
beijao!
Bacana, parabéns pelo post.
Nos encontramos no encontro locaweb.
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